Polímeros na Medicina

 

Devido a possuírem grande estabilidade química, física e bioquímica e não apresentarem efeitos cancerígenos, os polímeros, como em outras áreas, tiveram grande sucesso na medicina, principalmente na cirurgia reconstrutiva e plástica.

    Antes da Primeira Guerra Mundial, a madeira era considerada a melhor substância para fazer pernas artificiais. As próteses feitas de couro reforçadas com tiras de metal tendiam a perder a forma, e por consequência causar desconforto. Finalmente, o uso de uma liga de alumínio designada por Duraluminium, e mais tarde os materiais de fibra, tornaram possível a manufactura de próteses que ao mesmo tempo eram leves e fortes. 

    Apenas, nos últimos anos, como resultado das duas guerras mundiais, a fabrico de próteses desenvolveu-se. As pernas artificiais, com junções no joelho e nos tornozelos conseguem simular uma maneira natural de andar. Porém, os braços artificiais apresentam maiores dificuldades de feitura que uma perna artificial, já que têm um complexo sistema mecânico que faz com que  uso de metal seja imperativo. Os braços artificiais são fixos ás articulações do cotovelo com capacidade de rotação.   

                    

As modernas técnicas de prótese e cirurgia plástica teriam sido impossíveis sem os materiais plásticos. Os tecidos do corpo aceitam muitos plásticos que possuem grande estabilidade química, física e bioquímica e não apresentam efeitos cancerígenos.

A córnea do olho pode ser substituída por uma lâmina cartilaginosa do próprio corpo do doente, na qual se faz um orifício que é preenchido de plástico acrílico transparente. Com plástico acrílicos confeccionam-se e dentes postiços e com plásticos epoxídicos, próteses de extremidades. É possível até colocar orelhas e narizes postiços. O decron ( poliéster ) emprega-se com êxito para substituir vasos sanguíneos e válvula artificiais do coração. As articulações lesadas da pele ou do joelho podem ser reparadas perfeitamente com polietileno

 

A introdução de materiais de implante biodegradáveis e de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos representou um grande avanço na medicina nas últimas décadas. Agora, um novo polímero promete revolucionar os centros cirúrgicos.

        Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Tecnologia (EUA) de Aachen (Alemanha) criaram um material plástico elástico biodegradável e biocompatível, ou seja é absorvido pela natureza e seguro para uso em seres vivos.

O novo material pode ser usado como sutura. Não uma sutura comum, que obriga o paciente a enfrentar sessões dolorosas de retirada dos pontos após uma cirurgia. A nova sutura é inteligente. Ela se amarra sozinha em nós perfeitos e é absorvida pelo corpo quando o tecido está cicatrizado.

    Eles podem ser modelados como um fio, por exemplo, e quando aquecidos podem mudar para uma folha (para impedir a adesão entre dois tecidos internos após uma cirurgia), um parafuso (para, digamos, ligar ossos), um stent (dispositivo colocado em estruturas do corpo, como uma veia, com o objectivo de dar suporte e manter a estrutura aberta) ou uma sutura.

    Alguns materiais podem ser "ensinados" a ter uma forma em uma temperatura (ou sob determinada tensão), e outra forma em uma segunda temperatura. Por exemplo, muito trabalho foi dedicado às ligas metálicas com "memória de forma", que são utilizadas em aplicações como stents para a manutenção dos vasos sanguíneos abertos. Polímeros com memória de forma também têm sido estudados, mas nenhum resultou em aplicações médicas. "Nenhum material com memória de forma era biodegradável", diz Langer.



 Para a criação de seu novo material, os dois desenvolveram um "multiblockcopolymer" biodegradável, no qual segmentos em blocos se ligam em cadeias lineares. Mais especificamente, o polímero criado por eles contém um segmento sólido e um segmento "mutável", ambos com diferentes propriedades térmicas. Um segmento derrete, ou sofre outro tipo de transição, em uma temperatura mais alta que o outro.

Ao manipular a temperatura e a tensão aplicada sobre o material em um todo, Langer e Leindlin obtiveram um material que assume uma forma temporária em uma temperatura, e uma forma permanente em outra mais elevada. Eles demonstraram isto criando a primeira sutura degradável "inteligente".

    Os pesquisadores também demonstraram outra aplicação potencial para os novos polímeros: fazer uma longa fibra de material assumir a forma de um saca-rolhas, típica de um stent.

    Para além da cirurgia plástica e reconstrutiva, os polímeros ainda estão presentes nas incubadoras, e nos nossos colchões.

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